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  • Marcus Denzo Sakae

MEI, ter ou não ter, eis a questão!

Hoje em dia temos uma grande quantidade de Microempreendedores que estão em situação preocupante devido aos débitos fiscais acumulados nos últimos anos.


Podemos dizer que houve um grande incentivo para que muitos se formalizassem e assim engordassem o caixa do governo, porém não houve nenhuma preocupação em ter nesse meio empreendedores que fossem capacitados a manter uma empresa em funcionamento.

Até porque são duas coisas bem diferentes. E na minha opinião demonstra muita mais a voracidade pelas receitas geradas do que pelo incremento de uma grande quantidade de empreendedores que fizessem a diferença na economia nacional, trazendo emprego e renda a milhares de famílias.

Mas e agora? O que fazer com as dívidas acumuladas por uma empresa que não gera lucro e que em muitos casos estão sem nenhuma movimentação?

É para solucionar essa questão que convido aos microempreendedores à uma reflexão sobre os objetivos de terem constituído uma empresa e para que serve o CNPJ, que pode trazer-lhes mais complicações do que soluções sem não tiverem bem claro o objetivo dessa constituição.

Temos então diversas reflexões que podem direcionar um caminho a seguir, nesse capítulo vamos abordar “Por que fez essa formalização?”


Se fez essa formalização porque tem realmente um pequeno negócio e precisa comprovar a fonte de renda pelo recebimento de seu serviço ou venda de produtos, está perfeito que são realizadas com alguma frequência e que pagam os custos e ainda dão um lucro. Nesse caso, deve manter e cuidar de todas as obrigações que esse empreendimento tem. E inclusive buscar conhecimentos para ter uma visão bem ampla do andamento de sua empresa, evitando cair na armadilha de pensar que se está sobrando dinheiro na hora de pagar as contas está tudo bem, pois é dessa maneira que muitas pessoas simplesmente ou trabalham de graça ou trabalham por valores são tão baixos que mal dão para pagar as contas, sendo que em muitas vezes não sabem nem se estão no lucro ou prejuízo.


Se fez essa formalização porque tem um pequeno negócio porém tem muitas ideias para torná-lo uma micro ou pequena empresa, ou quem sabe alcançar patamares maiores, trazendo satisfação e realização profissional, saiba que fez um ótimo caminho e pode aproveitar esse início para programar os ajustes necessários, acumular experiências no dia a dia da empresa e começar sua carteira de clientes, sem que a carga tributária pese em seu fluxo financeiro de modo a comprometer não só o funcionamento da empresa mas principalmente a possibilidade de crescimento e ampliação dos objetivos da empresa. Deve prestar a atenção e não imaginar que a empresa tem que se limitar a essa faixa de faturamento, para que possa sempre pagar tributos dentro do valor fixo estipulado.

Dê asas a sua imaginação e alcance patamares cada vez maiores, usando todas as ferramentas disponíveis, e para isso busque além da capacitação administrativa, os serviços de um profissional capacitado que possa trazer à sua administração ferramentas contábeis capazes de ter dar um diagnóstico sobre a saúde da empresa e uma ampla visão do seu empreendimento, te possibilitando uma tomada de decisão pauta nas informações contábeis confiáveis e não apenas no “feeling” de negócio.


Se fez essa formalização apenas pensando que um dia poderá ser tornar o próprio patrão, tendo uma empresa onde não terá mais obrigações em chegar no horário estipulado por alguém, nem aceitar muitas vezes ordens das quais não concorda, ganhar um salário que na sua opinião está muito aquém do que merece, dentre muitas outras coisas mais que se passam na cabeça de muitos que são empregados mas que tem um sonho de ter o próprio negócio. Digo que para começar bem, não pode colocar o carro na frente dos bois, pois embora seja muito louvável o pensamento de empreender, não pode deixar de lado que para empreender e obter um resultado que seja satisfatório, tem que realizar um planejamento com o máximo de informações e orientações possíveis, analisando mercado, estipulando metas de pequeno, médio e longo prazo, verificando o capital envolvido, o público algo, dentre outras questões a se considerar. Pois se abriu um CNPJ e depois quando puder fará a empresa andar, digo que está acumulando débitos que não são benéficos para uma empresa que na verdade está apenas no estado embrionário. Então faça uma reflexão para saber em quanto tempo poderá a empresa entrar em operação para então decidir se poderá arcar com os gastos ou se será melhor baixar essa empresa e aguardar um momento oportuno para realizar esse sonho empreendedor.


Para te ajudar em todas essas reflexões vejo que o profissional contábil pode oferecer um auxílio importante nas tomadas de decisão até mesmo antes da empresa sair do papel. O profissional contábil poderá te orientar em várias questões que suscitarão nessa realização antes, durante e depois do planejamento, oferecendo não somente um serviço de despachante (aquele que apenas emite guias de pagamento de imposto e folha de pagamento para funcionários), mas muito mais do que isso, sendo um “personal trainer” para que sua empresa crescer de modo saudável e robusto.


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